Nos surpreendemos com o nosso
pior.
Quase não nos lembramos de dar
o nosso
melhor.
Às vezes nos revelamos
um monstro.
Ou incorporamos
um demônio.
Não só os escorpiões
ferrões possuem.
Alguns peixes venenosos
também evoluem.
Pra pior?
Que adianta amar,
se com o ódio você destrói?
Que adianta se arrepender,
se uma amizade você perdeu?
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
Detetive da minha alma
Detetive da minha alma,
diz-me quem eu sou!
Eu mesmo não consigo ver.
Estou tão longe de mim
mesmo, que não me enxergo
por dentro.
Vejo escuridão; é tão fundo e
tão frio aqui dentro.
Detetive da minha alma,
diz-me quem eu sou!
Meu coração quer explodir
porque dói.
Mas já senti tanta dor e
tantas lágrimas desprendi
que estou anestesiado.
A dor que sinto é sem cor,
um preto desbotado.
Minha alma cansou-se desta carne,
desta vida.
É uma dor de não sentir prazer,
não de um amor que se foi.
Pois esta é bem intensa,
porém tão viva!
Detetive da minha alma,
ta me escutando?
A dor que me desfigurou
me mostrou quão tênue é linha
entre a vida e a morte.
Me indaguei o sentido de tudo e,
sem encontrá-lo, pereço
num deserto infinito e
à cada dia mais sombrio.
Detetive da minha alma,
me ajuda a me ajudar!
Antes que a noite se faça de vez
sobre o deserto da minha perdição.
Antes que o câncer da minha alma
toda ela consuma.
A falta de resposta para
uma pergunta,
a pergunta que ainda
não achei.
diz-me quem eu sou!
Eu mesmo não consigo ver.
Estou tão longe de mim
mesmo, que não me enxergo
por dentro.
Vejo escuridão; é tão fundo e
tão frio aqui dentro.
Detetive da minha alma,
diz-me quem eu sou!
Meu coração quer explodir
porque dói.
Mas já senti tanta dor e
tantas lágrimas desprendi
que estou anestesiado.
A dor que sinto é sem cor,
um preto desbotado.
Minha alma cansou-se desta carne,
desta vida.
É uma dor de não sentir prazer,
não de um amor que se foi.
Pois esta é bem intensa,
porém tão viva!
Detetive da minha alma,
ta me escutando?
A dor que me desfigurou
me mostrou quão tênue é linha
entre a vida e a morte.
Me indaguei o sentido de tudo e,
sem encontrá-lo, pereço
num deserto infinito e
à cada dia mais sombrio.
Detetive da minha alma,
me ajuda a me ajudar!
Antes que a noite se faça de vez
sobre o deserto da minha perdição.
Antes que o câncer da minha alma
toda ela consuma.
A falta de resposta para
uma pergunta,
a pergunta que ainda
não achei.
Delírios
Vejo que tem medo por mim, amigo.
Eu também tenho medo, mas dela demais preciso.
Em outra coisa não me entrego, poderei sofrer ao extremo... sim.
E se me afastar, e se me arrepender assim?
Complicado é, tão quanto estranho,
Mas, às vezes, abandono este nosso mundo.
Trancado num quarto escuro, como em sonho,
Vejo o olhar dela, seu sorriso, seu profundo
Sopro de vida.
Ainda de tal forma, sinto sua ardente energia.
Tal como se estivéssemos juntos,
Tal como se pudesse dizer-lhe sussurros
Que então me escutaria.
Penso ser um infeliz, ao menos fosse louco enfim.
Não seria obrigado a fazer as pazes com a razão uma hora.
Nem obrigado a absorver que bem longe de mim,
Muito longe está ela agora.
É incompreensível e assolador.
Chorar já não dá mais, sofrer por tanto temor.
Não, também é inútil, ou insuportável.
Desaparecer por mágica, por embriagues infindável.
Seria uma solução, ou seria uma fuga?
Ah, só de lembrar como antes era...
Sem delírios de amor, sem adolescência.
Seguro era, mas incompleto como a primavera.
Sem temporais lacerando a consciência.
Eu também tenho medo, mas dela demais preciso.
Em outra coisa não me entrego, poderei sofrer ao extremo... sim.
E se me afastar, e se me arrepender assim?
Complicado é, tão quanto estranho,
Mas, às vezes, abandono este nosso mundo.
Trancado num quarto escuro, como em sonho,
Vejo o olhar dela, seu sorriso, seu profundo
Sopro de vida.
Ainda de tal forma, sinto sua ardente energia.
Tal como se estivéssemos juntos,
Tal como se pudesse dizer-lhe sussurros
Que então me escutaria.
Penso ser um infeliz, ao menos fosse louco enfim.
Não seria obrigado a fazer as pazes com a razão uma hora.
Nem obrigado a absorver que bem longe de mim,
Muito longe está ela agora.
É incompreensível e assolador.
Chorar já não dá mais, sofrer por tanto temor.
Não, também é inútil, ou insuportável.
Desaparecer por mágica, por embriagues infindável.
Seria uma solução, ou seria uma fuga?
Ah, só de lembrar como antes era...
Sem delírios de amor, sem adolescência.
Seguro era, mas incompleto como a primavera.
Sem temporais lacerando a consciência.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Mensagem aos namorados
Do seu lado
Eu queria estar,
Para que do nosso amor
Pudéssemos compartilhar.
Não fique triste,
Pois você verá
Que para seu lado eu irei,
Para sempre ficar.
Quando eu aí chegar,
Nós poderemos aproveitar
O resto de uma vida feliz
Que o amor tem para nos dar.
Não fique com saudade,
Não me esquecerei de você.
Não faça tempestades,
Pois pra mim só existe você.
Por último quero lhe dizer
Uma coisa que me lembrei de você.
Que você é a garota mais linda,
A mais linda que sonhei em ver.
Eu queria estar,
Para que do nosso amor
Pudéssemos compartilhar.
Não fique triste,
Pois você verá
Que para seu lado eu irei,
Para sempre ficar.
Quando eu aí chegar,
Nós poderemos aproveitar
O resto de uma vida feliz
Que o amor tem para nos dar.
Não fique com saudade,
Não me esquecerei de você.
Não faça tempestades,
Pois pra mim só existe você.
Por último quero lhe dizer
Uma coisa que me lembrei de você.
Que você é a garota mais linda,
A mais linda que sonhei em ver.
Sem você
Sem você não consigo mais respirar.
Mesmo porque não há sentido nisso sem você.
Sem você nada é como antes.
Já faz algumas semanas nem mesmo tenho sorrido
diante de algo engraçado, ao menos
sinceramente.
Até porque, sem você, nada
tem a mesma
graça.
Mesmo porque não há sentido nisso sem você.
Sem você nada é como antes.
Já faz algumas semanas nem mesmo tenho sorrido
diante de algo engraçado, ao menos
sinceramente.
Até porque, sem você, nada
tem a mesma
graça.
sábado, 20 de janeiro de 2007
Tratado da depressão
Sentimento estranho.
Sensação estranha.
Preciso escrever,
Embora será se quero?
Será que há tamanho
que descreva meu vazio?
Em expansão tal qual este universo!
Me pergunto será se gosto de você?
Me respondo que claro!
Mas quanto é isso
não sei medir.
Deus não me deu instrumentação
precisa.
Da qual precisava pra isso.
Sem certeza me digo que te amo.
Uma personagem de Almodóvar me
disse que o sofrimento nos torna
egoístas.
Talvez seja esse o meu problema.
Esse foi o nosso problema!
Um deles!
Te amo, mas não tenho o direito.
Perdi o bonde, com o bilhete
comprado
na mão.
Me sinto tão inerte, tão
anestesiado.
Os remédios não me fazem tão bem.
Mas preciso deles. Só acredito
neles.
Não sinto mais dor de não te
ter.
Aliás nada sinto mais.
Isso é bom?
Será que é melhor morrer de amor?
A morfina que me deram é das
boas.
Não preciso de você. Chego a ter
a capacidade de despreza-la, às vezes.
Mas ainda penso que te amo.
Me perdoe.
Não cumpri a promessa de fazê-la feliz,
de ser feliz.
Me odeio profundamente.
Quem sabe se eu me perdoasse...
O pai das supercordas cita Camus em seu último livro.
A questão mais fundamental de todas não é o espaço-tempo, ou a origem da vida.
Não. É o suicídio.
Parece ser verdade.
Sensação estranha.
Preciso escrever,
Embora será se quero?
Será que há tamanho
que descreva meu vazio?
Em expansão tal qual este universo!
Me pergunto será se gosto de você?
Me respondo que claro!
Mas quanto é isso
não sei medir.
Deus não me deu instrumentação
precisa.
Da qual precisava pra isso.
Sem certeza me digo que te amo.
Uma personagem de Almodóvar me
disse que o sofrimento nos torna
egoístas.
Talvez seja esse o meu problema.
Esse foi o nosso problema!
Um deles!
Te amo, mas não tenho o direito.
Perdi o bonde, com o bilhete
comprado
na mão.
Me sinto tão inerte, tão
anestesiado.
Os remédios não me fazem tão bem.
Mas preciso deles. Só acredito
neles.
Não sinto mais dor de não te
ter.
Aliás nada sinto mais.
Isso é bom?
Será que é melhor morrer de amor?
A morfina que me deram é das
boas.
Não preciso de você. Chego a ter
a capacidade de despreza-la, às vezes.
Mas ainda penso que te amo.
Me perdoe.
Não cumpri a promessa de fazê-la feliz,
de ser feliz.
Me odeio profundamente.
Quem sabe se eu me perdoasse...
O pai das supercordas cita Camus em seu último livro.
A questão mais fundamental de todas não é o espaço-tempo, ou a origem da vida.
Não. É o suicídio.
Parece ser verdade.
Agora sei que te amo
Não consigo parar de pensar em você
mesmo que eu queira.
Não consigo deixar de sonhar com você
mesmo que não durma.
Não consigo parar de sofrer
mesmo que você não me queira mais.
Mesmo que agora já não me ama,
Eu já te amo como jamais.
mesmo que eu queira.
Não consigo deixar de sonhar com você
mesmo que não durma.
Não consigo parar de sofrer
mesmo que você não me queira mais.
Mesmo que agora já não me ama,
Eu já te amo como jamais.
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